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7 de março de 2019

Honey, I give up on being a poet these days! But I still have my mind at ease… Love poems sound better, they say, in English than in Portuguese.

7 de março de 2019

Adormeci pensando nas suas cores Co quadro que ganhei no meio do peito, Co gosto do café ainda na saliva E apneia de luz e ar rarefeito. Eu poderia não ter tido a chance De ponderar sobre poesia e arte; Números inteiros e cartesianismo, Se é o todo ou se só uma parte. Mas, como…

7 de março de 2019

Sabes bem o que te espera, Já podes sentir o fedor Do hálito sombrio da quimera. Riste, locupletaste sem temor, Pois nasceste com este dom, Agora paga a conta sem dor. Desce humildemente o tom, Muda o imperativo de tua voz (E a pose emprestada de bom). Engole a tua cara de feroz, Resigna-te como…

7 de março de 2019

Um homem encostado no parapeito da janela Olha o movimento da rua sem foco nenhum. O tempo passa num ritmo diferente do usual, Ele pensa em tudo e em nada ao mesmo tempo. Cada pensar é um hiperlink para uma outra ideia E cada ideia tem o tempo de vida de um microssegundo. As ideias…

7 de março de 2019

Sob a marquise que guarida Da água fria de maio Que estatisticamente Cai nesta cidade Já cinza outono Desde fevereiro O sapato encharcado Pula poças d’água Numa amarelinha coletiva Amaldiçoando sombrinhas Que insistem em caminhar Sob a marquise que guaridaria

7 de março de 2019

Derrete o gelo dos Andes Num verão duradouro de ano. Décimo portal do inferno de Dante (E ainda dizem que o paraíso fica ao sul do equador) Sarahurco e Sangay vão morrer E eu aqui procurando poesia…

7 de março de 2019

Escuta, Darling, à minha maneira, Um gazal para Bandeira: – Poeta do Recife, teu verso Tuas dores são minhas, inteiras. Pois todo o mistério do mundo Cabe na flor de uma roseira. Falaste: “Era tão longe a margem E estava junto à ribanceira.” E as filhas de Pasárgada, Jegueiros e noveneiras Ainda repetem os cantos…

7 de março de 2019

um pinheiro artificial com neve artificial anuncia o Natal; o convite oficial é o primeiro comercial do banco multinacional; novembro, calor bestial guirlanda no portal, hinos de um coral; a música angelical no shopping, no hall denuncia o Natal; a compra é sazonal e o presente é fundamental, diz o reclame no jornal; um pinheiro…