Hoje o Mar está calmo

Poemas de Gilmar Leal Santos
Ilustrações de Paolo Ridolfi e Cris Agostinho
2018, Capa Dura, 136 páginas

“Hoje o mar está calmo” é um livro denso; seus 52 poemas falam da vida, do tempo, da arte e do que está ao nosso redor; sua poesia desliza por vários estilos (gazal, soneto, tanka, prosa poética e versos livres) e por várias influências (de Manuel Bandeira aos clássicos norte-americanos, passando pela poesia oriental).

A obra é dividida em três partes: “Calafrios”, “Deslembranças” e “Anunciação”. Em “Calafrios”, a vida passa num flash diante dos olhos como em uma cena de outono, e o poeta repensa o tempo: “Sei que a velhice é privilégio seguro só para as pedras e areias”. Em “Deslembranças”, surgem a metalinguagem e os poemas em prosa: “foi nesse tempo que aprendi que uma revoada de passarinhos se chama poema”. Em “Anunciação”, a parte final do livro, os poemas dialogam propondo desafios sutis: “Cuide, não tente solucionar o enigma. Buda é igual à Esfinge e a charada será só para mim…” “…Canta e anuncia, querubim, não mais para mim, anuncia ao mundo”.

As 34 ilustrações que recheiam o livro estabelecem um diálogo entre a literatura, as artes plásticas e o projeto gráfico da obra— como toda boa conversa, cheia de idas e vindas; como o mar: “O mar pode estar calmo, mas as ondas certamente vão provocar o leitor, vão carregá-lo às profundezas do seu oceano particular antes de devolvê-lo extasiado à beira da praia.”

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