Desenterro um agosto amargo

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Desenterro um agosto amargo


22 de março de 2019

Desenterro um agosto amargo
Num fevereiro seco de nuvens e sentimentos.
— Pelo barulho opaco e risadas presas nas paredes,
Os meninos não brincam mais dentro de casa.

Meus ossos doem, meu coração descompassa.
Não encontro o caminho de volta no tempo,
As migalhas que joguei como rastro
São lembranças comidas pelos pássaros.

Desenterro um agosto amargo,
uma cirurgia curativa para essa dor no estômago
E para inventar meu próprio tempo.

Meus melhores pensamentos escapam da gaiola
E, agora, adejam em torno de mim
De mãos dadas, para me salvar do abismo.

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