Ataque parnasiano à la José Albano

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Ataque parnasiano à la José Albano


22 de março de 2019

Não faz diferença entre morte e vida
Quando se leva, verdadeiramente,
Essa lembrança, essa dor reprimida
No corpo todo, que só a alma sente.

Tanto padecer e penas contidas,
Mil torturas; por fim, vem a semente
Da esperança, que dorme entorpecida,
Abranda o choro e chama o sonho ausente.

Há males perpétuos, mas há feridas
Que são cruéis. Cruéis de tão cadentes.
E nenhuma é tão triste e doída

Quanto a saudade que me é tangente:
Faz do dia uma noite e me convida
A ter vontade de amar novamente.

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