A quietude

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A quietude


20 de março de 2019

Você desfolha uma margarida
imaginando um malmequer
e conta baixinho:
“Bem me quer, mal me quer,
bem me quer, mal me quer…”
Eu, curioso, pergunto a resposta,
mas você não responde.

Eco: “Onde…”

Depois, colhe rosas no jardim
para enfeitar a sala e o quarto
e canta baixinho:
“As rosas não falam,
simplesmente exalam
o perfume que roubam de ti…”
Quanto lamento me vai levando.

Eco: “Ando…”

Roubo uma das rosas dos vasos,
arranco pétala por pétala da flor furtada
e conto baixinho:
“Bem me quer, mal me quer,
bem me quer, bem me quer, bem me quer…”
Não arrisco nada,
nem o que você não me prometeu.

Eco: “Eu?”

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