À francesa

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À francesa


28 de fevereiro de 2019
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Entrei meio de manso,
como se eu fosse da casa,
e deitei-me na sua cama;
alimentei a sua alma,
preparei uma sopa rasa,
caso quisesse um descanso.

Você me acolheu, deu-me abrigo
(usei-o como se fosse meu),
deitou-se junto a mim,
tratou-me como um serafim
e disse:
“Toma meu corpo, é teu.
Sê o piercing do meu umbigo;

sê minha bijoux, meu enfeite,
minha tatuagem colorida.
Isso é o que te ofereço.”
Mas qual seria o preço,
qual a armadilha escondida,
para que eu lhe desse o meu aceite?

De manso saí, ainda ileso,
sem volta, à francesa,
deixei a sopa preparada,
deixei a cama desarrumada,
mas deixei, sobre a mesa,
o piercing com o qual me queria preso…

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