A desintegração

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A desintegração


20 de março de 2019

Esses mesmos pés com que tu me pisaste,
com que me chutaste qual bicho morto,
seguiram meus passos por toda parte,
por todos os mares e para qualquer porto.

Tua boca, que me cuspiste o rosto,
que me acusaste como réu confesso;
bebeu da minha saliva e do meu gosto,
jurou-me paixão em loucos acessos.

E tuas costas, que agora, por fim,
vão cruzar o vão da porta de saída,
sei que levam (tal qual um fardo leve)

lembranças dos dias rosa e carmins
– quando eu pesava nada em tua vida –
e o meu amor, que nunca quis ser breve.

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